"The Yellow Melodies. La banda más
británica de España.
Las melodías amarillas de
España.
En tiempos de
internet no es muy difícil conocer a gente de cualquier parte del
planeta con el fin de divulgar su trabajo. Fue entonces en una de las ocasiones
que me metí al chat de NME cuando conocí a Rafa Skam, principal
compositor de The Yellow Melodies.
Cabe decir que
este es el nombre más bonito para una banda. Claro que Beatloss
(el tercero nombre de la banda también era genial, pero parece que
lo abandonaron porque tuvieron algunos problemas con él). Dejando
este detalle de lado, centrémonos en la música de TYM.
Nacidos y residentes
en España (Murcia es una ciudad) no esperéis encontrar elementos
hispanos. Mucho más fácil es reconocer a The Byrds o huellas
del brit-pop (ahí está la versión que hace del "Your
Love, It Lies" de Gene).
Comenzaron a
divulgar el trabajo de la banda en Abril del 97 con una demo llamada Sunday
Morning Sun (con 8 canciones), luego seguida en Julio de Magic Land, la
segunda maqueta. Se presentan a algunos festivales locales, y ganan el
Murcia Joven, que les permite grabar su primer CD, Repertorio B, en Pussycats
Records. Tiene 9 canciones, siendo 5 de ellas extraídas de maquetas
anteriores. De fácil digestión, la música de estos
cinco chavales suena tan inocente como los delirios románticos de
los Teenage Fanclub, y también contiene coletazos de Marion. "Success"
suena casi perfecta, con arreglos de cello y violín. "Somebody Finds
Someone Somewhere Someday" no podría ser más pop. "Crazy
Little Snowgirl" me recuerda un poco a The Church. "Ireland" es una escapada
bastante acústica y llena de detalles, cerrando el disco. "I Broke
The Glass" es la más sixtie, la más mod. "Pretend", a pesar
de tener una letra sencilla, nos recuerda a The Wake, con lo pop y lírica
que es. Y "Stupid Girl" es una de esas canciones adolescentes llenas de
coros. Destacar también "Your Love, It Lies", versión que
justifica todo un disco.
Pero el CD encierra
toda una sorpresa: después de las pistas 10, 11 y 12 del CD, que
no contienen nada, entra una etapa de experimentación de la banda,
jugando con la electrónica en 12 fases que llenarían fácilmente
una de esas fiestas-modernas-
-para-amigos-íntimos". "The
Hanging Bulb" es todo un guiño a Kraftwerk, mientras que "Sonic
Party" y "Tangerine Juice" son más funk. "Israel" contiene un ritmo
indio disfrazado aquí de ritmo chic, seguido por "Dear Vinyl". Hay
quién preferirá esta parte del disco, puesto que ambas caras
tienen sus ventajas y aciertos. Lo que está claro y es verdad es
que estos chicos de Yellow Melodies tienen mucho que ofrecer a los verdaderos
amantes de la música. Escriban a Rafa Skam. Avda. Monte Carmelo,
14 - 4º D 30011 Murcia. E-mail: rafaskam@nexo.es"
(Crítica del disco "Repertorio
B". Cristiano Santos. Fanzine Make No Sense (BRASIL). Septiembre-99)
(Versión original del artículo en portugués)
"THE YELLOW MELODIES: A Banda Mais
Britânica da Esphana.
As melodias amarelas da espanha.
Em tempos de
Internet, nao fica muito difícil conhecer gente de qualquer parte
do planeta afim de divulgar seu trabalho. E foi numa das minhas idas até
o chat do NME que conheci o Rafa Skam, principal condutor de The Yellow
Melodies.
Nao dá
para dizer que este é o mais feliz dos nomes para uma banda, podendo
ainda render trocadilhos nao muito simpáticos. Claro que Beatloss
(o terceiro nome da banda, era o melhor deles, mas parece mas parece que
tiveram problemas). Deixando entao esse mero detalhe de lado, vamos à
música da TYM.
Oriundos da Espanha
(Murcia é a cidade) nao espere encontrar elementos hispânicos
na música dos rapazes. Mais fácil reconhecer Byrds e uma
pitada de britpop no que fazem (prova disso é o cover que fizeram
para "Your Love, It Lies" do Gene, presente no álbum). Começaram
a divulgar o trabalho da banda em abril de 97 com a demo Sunday Morning
Sun (contendo oito músicas), logo seguida em julho de Magic Land,a
segunda demo. Se apresentaram entao em alguns festivais locais e ganharam
uma leve, mas boa, repercussao. O álbum de estréia veio logo
após terem ganho o festival POP ROCK MURCIA JOVEN 97, que permitiu
vôos maiores. Repertorio B, o primeiro cd, foi gravado depois de
assinarem com a Pussycat Records. Traz nove cançoes, sendo que cinco
delas foram retiradas das duas demos anteriores. Da fácil digestao,
a música desses cinco rapazes soa tao inocente quanto os delírios
românticos de um Teenage Fanclub, ou ainda toda a regressao que um
dia a música do Marion propôs. "Success" soa quase perfeita,
com a inclusao de cello e violino. "Somebody Finds Someone Somewhere Someday"
nao poderia ser mais pop. "Crazy Little Snowgirl" resgata um certo The
Church perdido na musicalidade da TYM. "Ireland" é pura escapada,
fechando o disco cheia de dedilhados e bastante acústica. "I Broke
The Glass" é a que soa mais sixtie, quase mod. "Pretend", apesar
da letras simples e down, faz lembrar de The Wake, de tao pop e lírica
que é - nao musicalmente falando. E "Stupid Girl" é só
mais uma dessas cançoes adolescentes chorosas. Vale também
por terem dado uma cara toda particular a "Your Love, It Lies".
É aí
que vem a surpresa do cd: depois das faixas 10, 11 e 12, que nao sao nada,
entra uma certa experimentaçao da banda, onde brincam com a electrônica
em 12 faixas que caberiam facilmente numa essas "festinhas-modernas-para-amigos-
-íntimos". "The Hanging Bulb" tem até uma leva Kraftwerk,
enquanto que "Sonic Party" e "Tangerine Juice" prismam uma batida funk.
"Israel" traz o som da Índia disfarçado aqui de chic rhythm,
seguida de perto por "Dear Vinyl". Há quem até prefira essa
parte do disco. Acho ambas as caras lá com suas vantagens e acertos.
O que fica claro na verdade é os rapazes da TYM tèm muito
a oferecer aos sempre ávidos amantes da simples e boa música.
Escrevam para Rafa Skam. Avda. Monte Carmelo, 14 - 4º D - 30011 Murcia.
E-mail: rafaskam@nexo.es"
(Crítica del disco "Repertorio
B". Cristiano Santos. Fanzine Make No Sense (BRASIL). Septiembre-99)